domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fortaleza tem a gasolina mais barata do NE

Do Jornal O POVO - Uma pesquisa recente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta Fortaleza como a capital com a gasolina mais barata do Nordeste, com preço médio de R$ 2,454 (em pesquisa de preços realizada no período de 1 a 7 de fevereiro).

No entanto, basta seguir rumo ao Interior do Ceará para ver esse preço médio subir. Crateús, distante cerca de 350 quilômetros da Capital, aparece na mesma pesquisa com a gasolina mais cara do Estado e a terceira mais cara do Nordeste entre os municípios pesquisados.

Mas afinal, o que compõe e define o preço final do combustível? E por que esse preço varia tanto de um município para outro? Muitos postos Na teoria, se a concorrência é decisiva, quanto mais postos em uma cidade, mais chances de encontrar gasolina mais barata, certo? Nem tanto. O dirigente do Sindipostos argumenta que “Fortaleza é uma das cidades com mais postos no Brasil e isso acaba sendo problema”. Atualmente a cidade tem cerca de 300 postos.

No Estado Cearense, esse número sobe para 1.000. “Quanto mais aumenta a quantidade de postos, as vendas em cada posto fica menor. E em alguns casos isso acirra o preço, fazendo com que o preço de comercialização fique maior para que o posto possa se sustentar”, afirma Oliveira que estima que cerca de 200 postos na cidade seriam suficientes para abastecer os fortalezenses.

“Menos postos significaria um volume maior de clientes e poderíamos até vender gasolina mais barata. Acontece também do próprio mercado matar os postos pequenos. Posto é um mercado como outro qualquer”, conclui. Os impostos Além da concorrência nem sempre positiva e dos altos custos dos fretes, os impostos entram também como vilões do preço da gasolina no Brasil.

De acordo com a Petrobras, os preços da gasolina também são afetados por constantes reajustes nas bases de cálculo para cobranças de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos estados. Além do ICMS são embutidos no preço do combustível impostos federais como CIDE, PIS e Cofins. Segundo a estatal, os impostos representam cerca de 50% do preço da gasolina.

Ainda segundo a Petrobras, o preço nas bombas é afetado também pelo custo de aquisição do álcool anidro junto às usinas produtoras, já que a gasolina automotiva é composta de 75% de gasolina A e 25% de álcool anidro. A quantidade de álcool ofertada pelos produtores resulta do compartamento da safra de cana-de-açúcar, bem como da cotação de açúcar nos mercado interno e externo. O mesmo acontece com o álcool hidratado.

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