quarta-feira, 18 de março de 2009

A alquimia de transformar bosta em ouro

Na tentativa de criar novos movimentos culturais para a Bahia, rica pela sua diversidade nas áreas da música, histórica, dança, e de africanidade, alguns jornalistas baianos tentam impor certas coisas à opinião pública como fosse de propriedade da própria opinião pública, desculpe aqui a redundância.

Lá pelo ano de 2004, a Rede Bahia (Correio, TV Bahia, Globo FM, entre outras empresas do grupo) tentou empurrar goela abaixo da mídia nacional o “Arrocha” como um movimento antropológico criado no Recôncavo Baiano.

Hoje, o jornal Correio da Bahia, que agora é só Correio, quer nos fazer crer que o Fantasmão, grupo de pagode que faz mais barulho do que música e que muitas vezes induz a população à violência, com o viés de que traz a realidade do gueto em suas “canções”, é uma nova tendência cultural da Bahia.

Em um dos artigos publicados e numa matéria, por sinal com um belíssimo texto escrito pelo jornalista Marrom, cheguei a pensar que se tratava realmente de uma maravilha, pois as comparações feitas com o Fantasmão eram com grupos como o Olodum e o Ilê Ayê, conhecidos pelo legado de defesa ao povo negro da Bahia e pela riqueza cultural que os representa.

Portanto, fica aqui a indignação com as afirmativas a este grupo, que ao meu ver não representam em nada a rica cultura da Bahia.

Um comentário:

Daniel disse...

Poxa Gabriel, você expressou com clareza tudo o que eu penso sobre isso. E não é só o Correio. Um dia eu vi na TV Salvador um programa de entrevistas inteiramente dedicado ao grupo Fantasmão, com o vocalista falando com a repórter diante da janela de um hotel com vista pro mar. É cada uma, viu?