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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Jornalistas debatem o futuro da profissão durante encontro nesta quarta-feira (25)


Um grupo de jornalistas que atuam em Salvador vai promover, nesta quarta-feira (25), um encontro para debater o futuro da profissão. O evento, que é aberto a profissionais de comunicação, será realizado na sede da Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Amaralina, às 19h30.

Na oportunidade, serão discutidos temas como precarização da mão-de-obra, condições de trabalho, falta de apoio jurídico, perspectivas com a Reforma da Previdência, convergência de mídia, dentre outros temas que serão abordados em um grande seminário a ser realizado ainda no primeiro semestre deste ano.

A entrada é gratuita e o jornalista interessado deve procurar os facilitadores Yuri Almeida 71 99249-1048, Gabriel Carvalho 71 99132-3560 e Jeremias Silva 71 9665-2871.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Enfim, a convergência chegou

Gabriel Carvalho*

Há pelo menos dez anos estudo sobre convergência de mídia e, neste mesmo período, tenho acompanhado a imprensa baiana, especialmente a de Salvador, neste quesito. Temos bons equipamentos, comunicadores que podem ser considerados grandes fenômenos de popularidade, mas veículos com mentes acomodadas tanto em seus formatos comerciais, quanto editoriais.

Nos últimos três anos, há uma tendência forte para a interatividade, com participação de ouvintes, leitores e telespectadores; jornalismo colaborativo, por meio de redes sociais como Facebook, Twitter e Whatsapp e até making off  do cotidiano das redações no Instagram,  plataforma mais popular de compartilhamento de imagens.

Entretanto, sobretudo nos processos de esforço concentrado do jornalismo, que são os pleitos eleitorais e a cobertura de grandes tragédias, passamos somente agora a assistir e perceber uma melhor utilização das ferramentas digitais na imprensa baiana.

E o pontapé inicial desse processo na Bahia vem exatamente com a TV Aratu, que há pelo menos um ano passa a enxergar o seu portal de conteúdo, o Aratu Online, como uma ferramenta capaz de atrair os leitores, sobretudo os mais jovens. Na Bahia, o chamado jornalismo online se dividira, nas últimas décadas, em três segmentos: o político, que tem a audiência dos próprios detentores de mandatos eletivos e siglas partidárias; o sanguinário, com fotos de barbáries e notícias de crimes de todas as espécies e o de notícias de famosos.

Aí você pergunta: e a convergência? Esta chega a partir do momento que a TV Aratu tira os seus estúdios da ociosidade imposta pela rede, no caso dela, o SBT, que concentra uma grande fatia da programação. Esse período de ócio deixa de existir quando a emissora começa a formatar produtos para o Facebook, chamando o público para discussões que vão muito além do factual.

Mesas redondas sobre temas populares como esporte, política e outros assuntos começam a rodar na timeline do Facebook da TV do Galinho, movimento que o público já está acostumado a ver em canais de outras praças como emissoras do Sudeste e também do Nordeste, que neste quesito coloca a Bahia como um dos lanternas desse processo na região.

E o movimento da Aratu é audacioso, pois tem a ousadia de ir de encontro aos padrões de comunicação que os baianos estão acostumados, além de contrariar a lógica de que o público só gosta do “Mundo Cão” que é exibido diariamente ao meio dia.

A falta dessa ousadia e da  convergência digital que é a fusão de tecnologias de comunicação digital, computação e mídia online pode ser um dos fatores que levou o centenário Jornal ATARDE a uma crise quase irreversível. Lá, ensaiaram-se projetos de TV Web, jornalismo online, dentre outros, mas faltou exatamente a ousadia de sair do factual para ir para as discussões dos assuntos que pertencem à ordem do dia e também aqueles temas são de interesse a população, mas que os radares das redações não conseguem captar.

*Gabriel Carvalho é graduado em jornalismo, publicidade e especialista em Assessoria de Comunicação Integrada e Redes Sociais.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

2017: como fica a comunicação na era pós digital?




Por Janaína Almeida*

Com a chegada do fim do ano, é normal fazermos algumas avaliações sobre o período que passou para traçar novas tendências e perspectivas. Assim, podemos nos preparar melhor para atender as novas demandas do mercado. E, nesse caso, avaliar como os consumidores estão se relacionando com as marcas se apresenta como uma das maneiras mais efetivas de alinhar a comunicação empresarial aos objetivos estratégicos da empresa.

Para isso, convém nos localizarmos no tempo em que vivemos. Concordo com Walter Longo, presidente da editora Abril, quando diz que já estamos na era pós-digital. Atualmente, não existem barreiras entre o mundo online e off-line, tudo está o tempo todo interligado. E, sendo assim, para conseguir otimizar seus resultados é imprescindível entender as características desse momento para atender os desejos desse novo consumidor.

Na era pós-digital, para ter sucesso em suas ações de comunicação e marketing, você deve antecipar as tendências de mercado, entender suas características e aplicá-las na prática. Veja a seguir algumas delas:

# Efemeridade: ao estarmos conectados 24 horas por dia, sete dias por semana, não é de se espantar que com toda essa velocidade de acesso às informações, seja mais difícil retê-las como acontecia há algum tempo. Tudo muda o tempo todo. Não é à toa que ferramentas como Snapchat cresceram como nunca. Para o ano que vem, a tendência é que essa mídia em tempo real se expanda ainda mais. Assim, irão se destacar no mercado as marcas que conseguirem passar sua mensagem de forma curta e direta através de um conteúdo exclusivo, fazendo com que seus consumidores se sintam conectados e únicos ao mesmo tempo.

# Multiplicidade: se tudo muda o tempo todo, vale lembrar que tudo também está conectado, interligado. Pense na quantidade de dados pessoais que apenas um smartphone tem em sua memória. Essas informações conectadas a Internet das Coisas têm um poder imensurável. Por isso, é tão importante que os profissionais de marketing já comecem a utilizar esses dados para se envolver com seus clientes de diversas formas. Para atingir um público de maneira efetiva, os anúncios deverão ser direcionados de acordo com os movimentos e comportamentos das pessoas que se pretende acessar.

# Sincronicidade: outra característica desses tempos modernos é que, hoje, as pessoas não mais são, elas estão. Por isso, é preciso entender os problemas reais e necessidades dos clientes para definir com qual linguagem, ferramenta e abordagem você poderá se comunicar com eles. As informações não são estáticas, cada vez mais é necessário perceber em que estágio de vida e, consequentemente, de compra, o seu consumidor está. E, é aí que o Inbound Marketing apresenta seu grande potencial, uma vez que, ao mapear o estágio de compra do público-alvo, propicia às marcas uma abordagem mais estratégica e eficaz.

Esses elementos agregados a um eficiente marketing de relacionamento, que foque na construção de uma lealdade, um envolvimento e no desenvolvimento de conexões mais fortes e emotivas com o cliente, poderão potencializar (e muito!) seus resultados em 2017. Portanto, mediante a essas informações, você já pode começar a traçar um planejamento de comunicação aliado às necessidades e tendências dessa nova era.

*Janaína Almeida é jornalista na InformaMídia Comunicação, e colaboradora do Blog da PME.