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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA celebra 40 anos

Mais de 300 doutores e quase 800 mestres - entre acadêmicos e profissionais – formados ao longo de 40 anos de existência, além de uma vasta produção teórica de seu corpo docente colocam o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (PPGSC-ISC/UFBA) como um dos principais em atividade no país e único detentor da nota 7, conceito máximo concedido pela CAPES, entre os demais da região Norte e Nordeste. Para celebrar o aniversário, o PPGSC-ISC/UFBA organiza um ciclo de debates comemorativo que terá a presença de pesquisadores locais, nacionais e internacionais até novembro.  A primeira mesa vai discutir os sentidos da ciência e acontece nesta sexta-feira, 27, a partir das 8 horas.

Para a professora Maria da Glória Teixeira, coordenadora do programa, o PPGSC-ISC/UFBA se consolidou no cenário acadêmico ao buscar ser, desde a criação do mestrado em Saúde Comunitária ainda na Faculdade de Medicina, um espaço aberto ao debate de ideias e promotor da investigação científica e da formação de sujeitos em prol das melhorias das condições de saúde da população.  Outro ponto de excelência destacado é a valorização da interdisciplinaridade.  “Buscamos um desafio constante em concretizar esta prática nos Programas Integrados do qual participa toda a comunidade do ISC” .

A abertura do ciclo contará com a presença da professora Esther Diaz, da Universidad Nacional de Lanús, da Argentina, e do professor Olival Freire Júnior, do Instituto de Física, da UFBA, que vão discutir os sentidos da produção científica.  As demais atividades vão ocorrer nos meses de outubro e novembro e abordarão a avaliação da produção científica, perspectivas das pesquisas em doenças crônicas em nível global e os impactos no SUS e uma reflexão sobre a própria formação acadêmica oferecida pelo programa.

Quarenta anos do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia
Dias 27/09; 18/10; 1º/11 e 08/11
Auditório Guilherme Rodrigues da Silva
Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA)
Rua Basílio da Gama, s/n - Campus Universitário Canela - Salvador

Programação

Dia 27/09

8h - Mesa de Abertura
8h30 – Café Comemorativo

9h – Painel: Os Sentidos da Ciência

Palestrantes:

Profª. Esther Díaz –Universidad Nacional de Lanús (ARG)
Prof. Olival Freire Júnior – Instituto de Física/UFBA
Prof. Naomar de Almeida Filho –ISC/UFBA (Coordenador)

Dia 18/10
9h – Painel: Avaliação da Produção Científica

Palestrantes:

Profª. Rita de Cássia Barata – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Prof. Manoel Barral Netto - Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz/Fiocruz-BA
Prof. Mauricio Lima Barreto – ISC/UFBA (Coordenador)

Dia 1º/11
9h – Painel: Pesquisa em doenças crônicas: Uma perspectiva global

Palestrantes:

Prof. Neil Pearce - London School of Hygiene and Tropical Medicine
Profª. Estela Aquino – ISC/UFBA
Prof. Mauricio Lima Barreto – ISC/UFBA (Coordenador)

14h – Painel: Contribuição da pesquisa em Saúde Coletiva para o SUS

Palestrantes:

Prof. Moises Goldbaum – (FM/USP)
Prof. Reinaldo Guimarães – Fiocruz/RJ
Prof. Sebastião Loureiro – ISC/UFBA (Coordenador)

Dia 08/11
9h - Painel: Reflexões sobre a formação oferecida pelo PPGSC-ISC-UFBA

Palestrantes:

Prof. Naomar de Almeida Filho – ISC/UFBA
Prof. Eduardo Luiz Andrade Mota – ISC/UFBA
Profª. Mônica Oliveira Nunes – ISC/UFBA
Prof. Jairnilson Silva Paim – ISC/UFBA (Coordenador)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Salvador sedia Fórum Internacional de Ciência e Tecnologia em Dengue

Evento reunirá especialistas do mundo inteiro na capital baiana

Especialistas brasileiros e estrangeiros estarão em Salvador do próximo domingo (25) até quarta-feira (28), para discutir estudos relacionados à dengue no mundo, sobretudo no Brasil. O IV Fórum Internacional de Ciência e Tecnologia em Dengue é coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva da Ufba.

Mais de 20 convidados internacionais estão incluídos na programação do evento. Trata-se de pesquisadores de importantes instituições internacionais, a exemplo do CDC, dos Estados Unidos, Oxford, do Reino Unido/Vietnam, Opas, dentre outras.

Do Brasil, profissionais de saúde e pesquisadores de vários estados e instituições de pesquisa estarão presentes a exemplo da Ufba, Fiocruz, UFRJ, UFRS, UFRP, USP, UFCE, Instituto Evandro Chagas, além de secretarias Estaduais e Municipais da Saúde.

O objetivo do encontro é debater sobre o atual estágio do conhecimento no campo da epidemiologia, clínica e medidas de prevenção de dengue. “Ao identificar lacunas e avanços, o relatório deste evento disponibilizará informações relevantes que deverão contribuir para elaboração de agendas de pesquisas na área de Dengue, além de apresentar sugestões para o aprimoramento das ações de controle e tratamento da doença”, afirma a pesquisadora baiana Glória Teixeira. 

Um dos temas deste evento será "Vacinas Candidatas Contra Dengue" que se encontram em fase adiantada de desenvolvimento. Além da comunidade acadêmica nacional e internacional  participarão pesquisadores de algumas  indústrias farmacêuticas que, certamente, trarão informações atuais sobre o estágio de desenvolvimento destas vacinas.

Situação de dengue na Bahia

O estado da Bahia registrou, até o mês de outubro deste ano, 68.414. casos de dengue, o que representou um aumento de 31,6% em relação ao ano de 2011.

Dos 417 municípios baianos, 96% notificaram casos de dengue nos seus territórios de abrangência. Salvador, Itabuna, Feira de Santana, Ihéus,  Senhor do Bonfim, Guanambi, Serrinha, Jacobina, Jequié e Teixeira de Freitas concentram  aproximadamente 45% dos casos do estado.

Destes 10 municípios Salvador ocupa o último lugar em relação a incidência acumulada da doença com 10,2 casos por 100 mil habitantes. Já os municípios de Senhor do Bonfim, Serrinha , Guanambi e Jacobina lideram o ranking de cidades com incidências acumuladas de 4210.31, 3357.12, 2096.77, 2085.73 casos por 100 mil habitantes, respectivamenta.

Na Bahia, 27 pessoas morreram vítimas da doença até outubro de 2012, sendo que quatro delas eram de Salvador.

Sistema na web criado pelo ISC-Ufba ajuda a monitorar os casos

A situação epidemiológica de dengue no estado da Bahia fortalece a necessidade de avançar com novas tecnologias de vigilância ativa da doença. O site Denguenaweb (www.denguenaweb.org), desenvolvido pelo Instituto de Saúde Coletiva e Instituto de Física da UFBA, implantado em novembro de 2011, continua em funcionamento contando com adesão de centenas de internautas de Salvador.

Conforme Glória Teixeira, a ferramenta ajuda a captar, em tempo real, informações sobre o comportamento da dengue na cidade. “Com a aproximação do verão, período no qual a transmissão do vírus do dengue se intensifica, a população deve ficar alerta para informar por meio do site se está ou não apresentando sinais e sintomas de dengue (febre, dor de cabeça, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo, etc). Desse modo, a população estará contribuindo para que através deste sistema de notificação seja possível alertar, precocemente à população e os serviços de saúde de as áreas onde a doença está ocorrendo visando intensificar  as ações de combate ao mosquito transmissor”, afirma.

Veja dicas para evitar a proliferação do  Aedes aegypti:

- Manter sempre as caixas d’água e toneis fechados com as tampas adequadas;
- Remover folhas, galhos e objetos que possam impedir a água de correr pelas calhas;
- Não deixar água de chuva acumulada na laje de casa;
- Lavar tanques semanalmente com escova e sabão;
- Colocar as garrafas com a boca voltada para baixo;
- Colocar areia nos vasos de planta;
- Entregar pneus velhos ao sistema de coleta de lixo ou mantê-los sem água acumulada em seu interior;
- Manter as lixeiras bem fechadas;
- Não jogar lixo em terrenos baldios;

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mais saúde e menos peso



Gabriel Carvalho

A respiração ofegante, decorrente da falta de ar e o cansaço após mínimos esforços físicos foram fundamentais para uma reflexão e a decisão de procurar uma tríade formada pelo cardiologista, endocrinologista e nutricionista, algo até então nada habitual para um jornalista, de 32 anos, sedentário e apreciador de doces, frituras, muita, mas muita Coca-cola.
No cardiologista, foi passado de cara um teste de esforço e, no momento da avaliação, o primeiro susto: aquele cansaço regressara mais rápido. Isso renderia um encaminhamento a uma endocrinologista que, na primeira consulta, detectou obesidade de grau 1 após a balança detectar 99kg distribuídos em 1,74 m de altura.
Na tal entrevista, ela ouviu do personagem dessa história o relato de que ele consumia quase dois litros de Coca-cola por dia, num vício que beirava a dependência química. A primeira reação foi tentar convencê-la que poderia reduzir, o que foi aceito pela profissional, que o encaminhou para a nutricionista.
Essa outra profissional, por sua vez, foi taxativa e determinou que o refrigerante fosse eliminado sumariamente, assim como o açúcar e outros alimentos considerados prejudiciais à saúde.
O início pra valer- Ao sair do consultório da nutricionista, o nosso personagem relutou em abandonar o seu principal vício, mas enfim, decidiu, no dia 10 de julho de 2012, iniciar o processo de reeducação alimentar, fez um supermercado baseado na dieta receitada pela profissional e também matriculou-se na academia.
         A primeira prova de fogo veio quatro dias depois, numa grande festa de aniversário, onde foram servidos pratos das culinárias baiana e cearense. Baião de dois, feijão verde, escondidinho de carne do sol, dentre outras iguarias estavam no cardápio que tinha ainda pudins e pavês como sobremesa. A velha Coca-cola também estava sendo servida à vontade e bem gelada, assim como a cervejinha.
         Sabe qual foi a reação do nosso herói? Caiu na salada, peito de frango grelhado e uma mínima porção de arroz. Pra beber, Guaraná Antarctica Zero. É... assim começava a mudança de hábito.
Resultados – A combinação malhação e reeducação alimentar rendeu bons frutos e, após 50 dias, nada menos que dez quilos foram eliminados, assim como a faixa de obesidade grau 1 e também parte da papada e da barriguinha, antes indesejável. Com eles, também entraram em processo de extinção as dores musculares, o cansaço com o mínimo esforço e o mal dormir.
         Se por um lado houve todas essas perdas, por outro houve ganhos como a melhora da autoestima com as roupas ficando folgadas, os colegas de trabalho elogiando a redução de peso e a esposa contente e feliz.


         

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Doenças ocasionadas pela poluição matam mais do que Aids e Tuberculose

Mais de 4 mil pessoas morrem todos os anos em São Paulo devido a doenças ocasionadas pela má qualidade do ar. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20), pelo professor e coordenador do Laboratório de Poluição da USP, Paulo Saldiva, durante seminário realizado no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-Ufba), em Salvador. 


Durante o encontro coordenado pelo pesquisador baiano Ademário Spínola, Saldiva disse que mais de 6% das mortes consideradas de causa natural estão ligadas à poluição e má qualidade do ar, número maior que o de pessoas vitimadas por doenças como Aids e Tuberculose. Entre as doenças provocadas pela poluição estão infarto, pneumonia e câncer de pulmão. 

Salvador - Na capital baiana, o percentual pode ser alto, uma vez que a cidade não possui um sistema de transporte de massa adequado. “E em São Paulo esse número só não é maior, pois o metrô ameniza um pouco a emissão de gases poluentes na atmosfera”, disse. 

Em estudos realizados pela equipe de Saldiva durante as greves dos metroviários na capital paulistaem 2003 e 2006, foi constatado que o risco de aumento dos percentuais de mortes por doenças respiratórias ficou entre 13% e 24% maior. 

A farmacêutica e pesquisadora baiana que integra um grupo de estudo no Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, Nelzair Vianna, afirmou durante o seminário que no próximo mês de junho será divulgado uma pesquisa abrangente sobre a qualidade do ar em Salvador, que foi iniciada em outubro de 2010. 

Um outro estudo, feito pela própria Nelzair em 2007, foi constatada a presença de metais pesados no ar respirado pelo soteropolitano. “Sete localidades foram escolhidas e na Pituba foi encontrada uma grande quantidade de chumbo na atmosfera”, disse. 

A pesquisadora informou ainda que o Comércio foi considerado o local com o maior percentual de gases poluentes da capital baiana. Por lá, passam diariamente centenas de ônibus e caminhões.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Salvador recebe maior especialista do Brasil em poluição do ar

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Laboratório de Poluição da USP, Paulo Saldiva, estará em Salvador nesta sexta-feira (20), para falar sobre a relação entre a poluição atmosférica e as mortes consideradas por causas naturais no Brasil. Ele participa, às 10h, de um seminário, no auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, cujo tema é Poluição atmosférica como problema de saúde pública no Brasil – O custo para a sociedade.

Segundo estudo desenvolvido pelo próprio Saldiva, 3,5 mil pessoas morrem na cidade de São Paulo (SP) todos os anos devido à má qualidade do ar. O levantamento Entre 5% e 10% das mortes consideradas por “causas naturais” na Grande São Paulo são resultados de danos causados pela poluição atmosférica à saúde da população. De acordo com a projeção, até 2040, cerca de 25 mil mortes estarão relacionadas à poluição do ar da região metropolitana de São Paulo. Para os pesquisadores a frota automotiva é a verdadeira vilã do problema de poluição do ar.

“Neste seminário, ele deve mostrar um paralelo com a realidade de Salvador”, informa o professor e pesquisador baiano  do ISC, Ademário Spínola.

Entre os danos à saúde causados pela poluição atmosférica estão problemas oftálmicos, doenças dermatológicas, problemas gastrointestinais, problemas cardiovasculares, doenças pulmonares, alguns tipos de câncer, efeitos sobre o sistema nervoso, além de algumas doenças infecciosas. 

Os estudos desenvolvidos no laboratório indicam que os grandes problemas em São Paulo e nos grandes centros urbanos do mundo como Salvador são o ozônio e o material particulado, sendo que, respectivamente, 80% e 40% dos precursores desses dois poluentes derivam da frota de veículos a diesel.

Assessoria de Imprensa: Gabriel Carvalho
Contato: 71 9132-3560

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Saúde dos Brasileiros

Maurício Barreto, Médico, PhD em Epidemiologia

No rastro da crescente importância do Brasil no cenário internacional, a revista inglesa The Lancet, a publicação médica mais influente do mundo, lançou em Brasília no ultimo dia 9 de maio uma série de seis artigos intitulada “A Saúde dos Brasileiros”. A expectativa dos Editores é de que “essa série realmente mostre porque o Brasil não só deve ser levado mais a sério pelas comunidades internacionais científicas e da saúde, como também deve ser admirado pela implementação de reformas que posicionaram a igualdade no acesso à saúde no centro da política nacional – uma conquista que muitos podem desejar para seus próprios países.”

Uma equipe brasileira de 29 especialistas em saúde pública (dos quais 5 baianos) preparou seis artigos científicos que descrevem a história da assistência a saúde no Brasil, com ênfase na implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), alem da evolução recente dos principais problemas de saúde que afligem nossa população, bem como dos seus determinantes. O Brasil vem passando por diversas transformações econômicas, sociais e ambientais. Mudanças positivas ocorreram em termos de vários determinantes sociais da saúde, incluindo aumento na escolaridade, redução na pobreza e melhorias na distribuição de renda, ampliação do acesso à água tratada e esgotamento sanitário e declínio da fecundidade. Como conseqüência dessas mudanças, assim como da ampliação da cobertura de serviços preventivos e curativos nas duas décadas após a criação do SUS, evidencia-se melhorias importantes nas condições de saúde e na expectativa de vida da população. A saúde e a nutrição das crianças brasileiras melhoraram rapidamente a partir dos anos 1980. Iniciativas de saúde pública resultaram em sucessos no controle das doenças preveníveis por vacinação, na diarréia, nas infecções respiratórias, no HIV/AIDS e na tuberculose. As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas estão diminuindo.

No entanto, muitos e difíceis desafios ainda permanecem. Abortos ilegais são frequentes, a prematuridade aumenta e os partos são hipermedicalizados, com um a cada dois novos brasileiros nascendo por cesariana. Apesar de grandes reduções na mortalidade e na morbidade por doenças infecciosas, a dengue está fora de controle, em grande parte devido à degradação ambiental urbana. Observam-se tendências ao crescimento da obesidade, hipertensão e diabetes; as doenças psiquiátricas, particularmente a depressão, assim como a asma e alguns tipos de câncer, também mostram altas prevalências. A carga de doenças associadas à violência e às lesões físicas ainda permanece em patamares epidêmicos. As disparidades socioeconômicas e regionais são enormes e inaceitáveis, sinalizando que ainda é necessário avançar muito para melhorar a condição de vida de grande parte da população. A administração de um sistema público complexo e descentralizado, no qual grande parte dos serviços é prestada em razão de contratos com provedores privados, além da atuação de várias seguradoras privadas de saúde, acarreta, inevitavelmente, conflitos e contradições.

Enfim, embora importantes problemas de saúde estejam sendo reduzidos, muito ainda resta a ser feito para que todos os brasileiros atinjam níveis de saúde compatíveis com aqueles observados em países desenvolvidos. Conforme expresso na série, o desafio para a conquista de novos patamares de saúde dos brasileiros “é, em última análise, político e requer a participação ativa da sociedade, na perspectiva de assegurar o direito à saúde para toda a população brasileira”. Nesta direção, o conjunto de artigos culmina com uma série de desafios e uma convocatória para ação direcionada a todos os envolvidos nesta tarefa: governo, trabalhadores de saúde, setor privado, universidades e outras instituições de ensino e pesquisa, alem da sociedade civil.

A série de artigos (em inglês e português) pode ser encontrada no site http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil


Mauricio L. Barreto
Médico, PhD em Epidemiologia
Professor Titular do ISC/UFBa,
Pesquisador 1-A do CNPq,
Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências
mauricio@ufba.br