
Texto: Gabriel Carvalho
Foto: Agência Reuters
Como jornalista, sei que futebol não é a minha praia, mas como admirador e entusiasta do esporte mais emocionante do mundo, ouso a colocar aqui algumas opiniões sobre o cenário internacional da bola nos dias atuais.
Ao voltar de um final de semana fascinante em Morro de São Paulo, no Litoral da Bahia, resolvi retornar ao mundo real acompanhando a partida entre Alemanha e Holanda, realizada em Hamburgo, no território germânico. Se por um lado havia três títulos mundiais (1954, 1974 e 1990), do outro nada mais nada menos que a atual vice-campeã do planeta (2010).
Quem esperava um jogo equilibrado, viu uma Alemanha vibrante e com belos toques de bola que garantiriam um 3x0 incontestável. O terceiro gol, por exemplo, marcado por Ozzi, mostrou que, ao contrário de um futebol pragmático sempre apresentado em outros tempos, os germânicos estão demonstrando muito espírito de equipe, obediência tática e jogo bonito.
Desta forma, os alemães avisam que não estão para brincadeira e prometem dar muito trabalho aos adversários nos próximos três anos. O primeiro grande teste será a Eurocopa 2012.
Força na América do Sul
Quem também ressurgiu para o futebol nos últimos dois anos foi a seleção uruguaia. A mística Celeste Olímpica, bicampeã mundial (1930-1950) deu a volta por cima, após duas décadas de fracassos, com exceção da conquista da Copa América de 1995, e já se comporta novamente como um grande do futebol mundial.
Após a quarta colocação na Copa da África, em 2010, o Uruguai, dos conhecidos, Loco Abreu e Lugano, confirmou o bom momento e conquistaram novamente a América. Na Libertadores, o Peñarol voltou a fazer uma boa campanha depois de muitos anos e ficou com a segunda colocação no torneio, fazendo com que um clube uruguaio retomasse uma posição de destaque no torneio.
Para completar, os primeiros campeões mundiais da história do futebol lideram as Eliminatórias da Copa de 2014. Será que vem um novo maracanaço por aí?