terça-feira, 2 de outubro de 2012
Estação Graceland 1
terça-feira, 3 de julho de 2012
Flávio José e Trio Nordestino se apresentam em Festival de Música em Salvador
Para quem gosta de forró, uma boa opção para a próxima sexta-feira, 6, é o Festival de Música Bahia Café Hall, que contará com a apresentação dos convidados Flávio José e Trio Nordestino, a partir das 21 horas.
O evento, que ocorrerá todos os finais de semana de julho, nesta etapa tem a participação de 8 bandas. Neste final de semana vão se apresentar as concorrentes Soterosamba e Paranauê.
A premiação inclui a gravação de um DVD Ao Vivo, no Bahia Café Hall, com mil cópias e mais um mês de veiculação da música de trabalho na Rádio Bahia FM.
Mas o festival não se restringe à músca, além de revelar novos
talentos nesta área, contempla artistas de diversos segmentos como grafiteiros, comediantes, dançarinos, artistas plásticos, entre
outros.
No dia13, o festival recebe nos seus palcos Cidade Negra e Adão Negro.
SERVIÇO
O quê: Festival de Música Bahia Café Hall
Quando: De 06 à 27 de Julho
Onde: Bahia Café Hall - Paralela
Horário: 21h
Site: http://
Twitter: @festbahiacafe
Face: Festival de Música Bahia Café Hall
sábado, 16 de junho de 2012
Entrevista: Sandro Becker
quinta-feira, 29 de março de 2012
No ano do centenário de Luiz Gonzaga, forró perde espaço em festas juninas
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Banda Filhos de Jorge leva brilho e alegria ao Mercado Modelo
Texto e Fotos: Gabriel Carvalho
Tradicional cartão-postal e centro de compras de Salvador, o Mercado Modelo, espaço administrado pela Empresa de Turismo de Salvador (Saltur) também é palco para uma das principais revelações recentes da música baiana. Todas as sextas-feiras, a Banda Filhos de Jorge se apresenta sempre com casa cheia e público superando a marca das mil pessoas. A festa começa pontualmente às 22h e invade a madrugada em um dos pedaços mais lindos de Salvador, próximo ao Elevador Lacerda e à Baía de Todos-os-Santos.
Em entrevista exclusiva à Magazine Salvador, a turma falou um pouco sobre a história da banda e sobre os trabalhos realizados. Entre outros assuntos, eles contaram que o grupo já preparou o seu terceiro CD (PercuTropical) e agora pretende lançar o primeiro DVD, que foi gravado no Bahia Café Hall, em Salvador. Durante encontro no Forte da Capoeira, no Santo Antonio Além do Carmo, os integrantes Dan, Gileno e Marta Lan, também adiantaram os planos para o verão 2011/2012. “Esse nome (Filhos de Jorge), é uma homenagem ao santo, que é o padrinho da banda e também porque representa um pouco da nossa história, já que matamos um dragão por dia e a outra coisa é o fato de meu pai, que sempre foi o maior incentivador da nossa carreira, se chama Jorge. Ele chegou a abrir mão de construir uma casa para investir na banda”, contou Gileno.
Além da inovação com arranjos musicais em antigos clássicos da MPB, a banda também surpreende com as performances exibidas nas apresentações do grupo. “Em alguns momentos, nós colocamos sofás, poltronas fazendo um ambiente bem diferente e durante o intervalo, colocamos um microtrio, executando músicas que foram sucesso no carnaval da Bahia.
Para o verão, além dos ensaios no Mercado Modelo, eles já têm confirmada a participação no Carnaval, com duas datas no Camarote do Nana, além de um dia no Bloco Araketu (Domingo).
Os ingressos para os ensaios da Banda Filhos de Jorge, podem ser adquiridos no local, minutos antes do início da festa, ou nas lojas Limits (Shopping Iguatemi) e Diva (Boulevard 161) e custam R$ 40 para as mulheres, e R$ 50 para os homens.
Serviço
O quê: Ensaios da banda Filhos de JorgeOnde: Mercado Modelo (bairro do Comércio)
Quando: Todas as sextas-feiras, às 22h
Quanto: R$ 40 (feminino) e R$ 50 (masculino)
Onde comprar: Mercado Modelo e lojas Limits (Shopping Iguatemi) e Diva (Boulevard 161)
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Forrozeiros resistem à “Sãojoalização” imposta na Bahia
Texto: Gabriel Carvalho
Foto: Tatiana Azeviche
Nos meses de maio e junho, eles vivem o auge e o que há de melhor para qualquer artista. Agenda lotada, cachês lá em cima e prefeituras disputando seus shows para o período de festas juninas. Passado o mês de junho, julho ainda reserva algumas pequenas festas que servem como ressaca do São João. Entretanto, a maioria dos forrozeiros baianos amarga uma sazonalidade só vista nos hotéis que ficam nas praias do Chile, que só vêem turistas dois meses por ano.
Alguns artistas de grande porte, como Adelmário Coelho, ainda guardam uma certa gordura para queimar durante o resto do ano, com apresentações pela Bahia e também em outros estados nordestinos. O mesmo acontece com Targino Gondim, que no período mais afastado do São João, participa de programas de TV e organiza o Festival Internacional da Sanfona.
Apesar de remar contra a maré, eles confiam na redução da sazonalidade do forró. William Coelho, empresário que cuida da carreira do pai Adelmário disse que hoje em dia, o forró já começa a ser consumido o ano inteiro. “Desde o fim de junho até hoje, eu não tive um fim de semana parado. Lógico que em junho há um maior aquecimento, mas o forró hoje é um fenômeno nacional”, destaca.
William disse ainda que no verão há uma dificuldade com as bandas e os cantores do gênero. “Nesse período, aproveitamos para reformular o planejamento: repertório, coreografias, dentre outros”, acrescenta.
O também empresário, Kel Mascarenhas, que administra as bandas Estakazero e Cangaia de Jegue, vai mais além e diz que o maior problema da Bahia é a falta de referência do estado como uma terra forrozeira. "O Brasil ainda não reconhece o forró da Bahia". Segundo ele, as duas músicas mais tocadas no país são de bandas de forró da Boa Terra: “Ai se eu te pego” e “Balada”.
Para Kel Mascarenhas, os vizinhos Pernambuco e Ceará são protecionistas e não deixam que artistas de outros estados entrem nos seus mercados. “Já no Sudeste, ainda há quem ache o forró algo de baixo nível, ao contrário da Bahia, onde as classes mais populares não aderem ao forró preferindo o axé e o pagode”, afirma.
Sobrevivência – Mesmo sem figurar nos grandes jornais e nas emissoras de TV, alguns locais permanecem dedicando espaço ao ritmo nordestino em Salvador. Com público reduzido, mas fiel, casas como o Coliseu do Forró e o Sertão Bom, ambas na agonizante Orla Marítima de Salvador tentam manter acesa a chama do forró.
No Coliseu, se apresentam bandas locais como Forró Massapê, O tal do Xote e Flor Serena. “Às vezes é triste ver uma casa onde cabem 800 pessoas funcionar apenas com 300”, afirma o produtor cultural Alessandro Felizolla. Já no Sertão Bom, rola o melhor do ritmo considerado pé de serra e de raiz. Os preços não chegam a assustar e variam no máximo de R$ 12 a R$ 20.




