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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Televisão perde prioridade em anúncios, aponta estudo da Bain & Company



Pesquisa da consultoria feita nos Estados Unidos mostrou que os publicitários têm mostrado mais interesse por mídias digitais na hora de anunciar

Mídias digitais irão atrair mais investimento do que a televisão nos Estados Unidos pelos próximos três anos. De acordo com o estudo conduzido pela Bain & Company desde 2008, cinquenta por cento dos profissionais de publicidade entrevistados afirmaram que a mídia está entre seus cinco principais canais para investir em anúncios. Anteriormente, 57% colocavam a TV como peça chave de sua estratégia.

Ao todo, as pesquisa ouviu mais de 600 profissionais nos Estados Unidos e significa uma importante mudança na forma como se faz publicidade no país. De acordo com a Bain, é a primeira vez que se detecta um declínio na importância da TV dentro da estratégia dos ‘marqueteiros’ ao relacionarem seus cinco maiores canais de anúncios. É inédita também a inclinação desses profissionais a utilizar o que sobrar de budget adicional para anúncios em meios digitais, como realocar o dinheiro que era investido antes em TV para este tipo de mídia.

Os entrevistados ainda disseram à Bain que anunciar em mídia digital tem desempenho melhor do que a TV em diversos aspectos importantes, como atingir um público-alvo, medir o retorno do investimento e engajar a audiência.

Correndo atrás
A Bain & Company, no entanto, sugere algumas medidas que as redes de televisão tradicionais podem tomar para não perder totalmente seu lugar nas estratégias de anúncios. Entre elas, estão: mudar as políticas de venda de mídia, incluindo o uso de tecnologias digitais; melhorar a análise de dados dos espectadores, para oferecer mais precisão para anúncios específicos e investir na criação de novas plataformas orientadas por base de dados para exibi-los. De acordo com a empresa, tais atitudes significam compreender o que os profissionais de publicidade precisam e querem. Campo onde os meios de mídia digital têm feito um ótimo trabalho.  

Sobre a Bain & Company, Inc.
A Bain & Company, empresa líder global em consultoria de negócios, orienta clientes em relação a estratégias, operações, tecnologia, constituição de empresas, fusões e aquisições, desenvolvendo práticas que assegurem aos clientes transparência nos processos de mudança e tomada de decisões. A Consultoria trabalha em sinergia com os clientes, vinculando seu fee aos resultados. O desempenho dos clientes da Bain superou o mercado de ações em 4 para 1. Fundada em 1973, em Boston, a Bain conta com 50 escritórios em 32 países e já trabalhou com mais de 4.600 empresas entre multinacionais e companhias privadas e públicas em todos os setores da economia. Para mais informações, acesse: www.bain.com.br. Twitter: @BainAlerts.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Televisão, internet e convergência

Gabriel Carvalho*

 Há muito a TV aberta tem perdido telespectadores para vorazes concorrentes como a sua versão fechada e a internet, através de sites de compartilhamentos de vídeos como o You Tube e o Vimeo, que trazem consigo uma gama de produções independentes, vide o sucesso de canais como o Porta dos Fundos, Galo Frito e os de rappers e grupos musicais. Os celulares, tablets e computadores se tornaram os grandes controles remotos da segunda década dos anos 2000, com um número cada vez maior de usuários.

Recentemente, o Facebook modificou o sistema de visualização dos vídeos “upados” no site, afim de torná-los ainda mais compartilháveis e visualizados. Que lição as grandes redes podem tirar disso tudo? Creio que é a de que as pessoas admiram cada vez mais a ideia de se verem na tela. Seja nas selfies, nos filmes caseiros de aniversários, nos sites de compartilhamento de vídeos de sexo e por aí vai. Mas não é só isso. As TVs parecem que estão começando a escutar o recado dado nas redes sociais.

Há quatro anos, a Globo resolveu criar o Canal Viva, que é a sua versão retrô. Lá, o telespectador assiste a antigos programas, novelas e séries que foram sucesso num passado distante e em outro nem tão distante assim. Os índices de audiência surpreenderam e foram tão grandes que fizeram com que a própria Globo pinçasse alguns programas do Viva e o reativassem em seu canal principal. Exemplo disso é a Escolinha do Professor Raimundo, programa humorístico em que quase a totalidade de seu elenco já está no andar de cima e hoje está presente no Video Show, periódico que atravessava uma sangria de audiência quase irreversível.

 Outra produção do século passado alçada ao primeiro escalão global, a novela Rei do Gado (1996) superou o seriado Malhação e encostou em Boogie Ogie no que se refere a audiência. Diante do exposto, cabe às emissoras, principalmente à Globo, que ainda é a principal no país (eu acho que dificilmente deixará de ser), repensar nos formatos e buscar no passado, sem deixar de olhar para o bonde que está passando, as soluções para o presente e futuro.

 Ah, e só para não deixar de falar da Xuxa. Acho que a apresentadora do Viva continuará com mais sucesso que a recém contratada pela Record.

 *Gabriel Carvalho é jornalista, publicitário e especialista em Assessoria de Comunicação Integrada e Redes Sociais

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ninguém joga só com o nome


As vezes me pergunto o que tem a ver comunicação com futebol e sempre me surpreendo com algumas semelhanças. Nos períodos a seguir, veremos como esses dois segmentos se afinam.

No início do ano de 2011, o ex-melhor do mundo pela Fifa e quase ex-jogador de futebol, Ronaldinho Gaúcho, foi anunciado com pompas, plumas e paetês por um Flamengo que estava atolado em dívidas e sem um grande patrocinador.

A passagem do antigo Camisa 10 rendeu um título do Campeonato Carioca e uma classificação para a Taça Libertadores da América, porém, a contribuição dada pelo ex-craque não foi relevante para as duas campanhas, digamos assim, exitosas.

Um ano depois, Ronaldinho Gaúcho saiu quase execrado pela torcida e diretoria do rubro-negro do Rio, pois não conseguiu sucesso ao jogar apenas amparado no nome. Segundo os especialistas e cronistas, o futebol de hoje exige preparo físico, dedicação e abstinência das noitadas, o que o jogador não parecia disposto a fazer.

Na TV, o que se vê é uma situação parecida e inversa ao mesmo tempo. Jornalista premiada e dona de um carisma e talento estratosféricos, Fátima Bernardes parece viver dias de grande tormento com a estreia do seu programa diário na manhã da Globo, que perde em audiência para uma dupla de palhaços (com todo o respeito a essa categoria artística). A ex-estrela do Jornal Nacional patina como comunicadora e parece não ter o domínio da atração que tem plateia em vez de teleprompter.

Engessada como na bancada de um telejornal conservador, ela parece não ter muita intimidade com o público e tampouco jogo de cintura para segurar a onda de um programa ao vivo que precisa de improvisos.

Assim, voltamos à velha questão. O que futebol e comunicação têm em comum? Para praticá-los é preciso ter talento, treinar muito e se dedicar. Ou seja: Jogar só com o nome não leva o time a ganhar títulos.

sábado, 15 de outubro de 2011

O Pan de Guadalajara e a invasão dos lares brasileiros

Texto: Gabriel Carvalho (Opinião)

Poucos sabem, mas os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011) estão a todo o vapor. Neste sábado (15), o Brasil conquistou o seu primeiro ouro com a natação, o que pode representar uma participação coroada com muitas medalhas.

Apesar disso, volto a repetir, poucos no país sabem que o palco do tricampeonato mundial brasileiro em 1970 é a sede do principal conjunto de competições esportivas das Américas. E por que será que poucos têm conhecimento? O Pan não está passando na TV? Sim, está na Rede Record, está nos jornais e nos principais veículos de comunicação, entretanto a grande massa desconhece isso.

Jornalistas, publicitários e outros formadores de opinião conhecem e aplaudem a qualidade e o talento dos profissionais da Record, emissora que mais cresce no Brasil. Apesar disso, não há como esconder que a sua grande rival, a Globo, é dona de uma fórmula que reúne boa comunicação e da penetração entre as massas.

Basta ver a exibição das dezenas de edições do dantesco Big Brother Brasil, onde pessoas como eu, que odeiam esse programa, ficam por dentro de todos os assuntos do Reality Show que representa um espetáculo de horrores diariamente durante o verão. Com a Seleção Brasileira de futebol é a mesma coisa. De quatro em quatro anos, somos contaminados com uma injeção de patriotismo exacerbado e nos vestimos com a camisa do time canarinho, esquecemos os problemas e presenciamos um Jornal Nacional com 70% das suas matérias só voltadas para o time do Brasil, 20% relacionadas às outras seleções e 10% voltadas para os temas jornalísticos factuais.

Claro que a conta citada acima é empírica, mas essa é a sensação que temos quando assistimos à programação da emissora carioca durante as copas.

Voltando ao Pan, lembramos que se a Globo estivesse transmitindo os jogos, fatalmente seriamos interrompidos na hora da novela para ver a conquista de mais uma medalha, o mesmo acontecendo durante a exibição de um filme ou de um programa qualquer. Ou seja, seriamos invadidos pelo sentimento de brasilidade e estaríamos acompanhando o quadro de medalhas com mais interesse nos grandes portais de internet, no jornal e na TV, tanto é que a diração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), faz seu mea culpa, mas pisa em ovos com relação a Record.

Apesar da pouca exposição do Pan entre as grandes massas, o que nos resta é torcer para que o Brasil tenha uma participação melhor que a de 2007 no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Globo lançará canal por assinatura para crianças

A Globosat resolveu reclamar sua fatia no gigantesco bolo de faturamento e audiência dos canais infantis na TV paga. De acordo com a Coluna Outro Canal, da Folha, a programadora de TV por assinatura lança no início de 2012 o Gloob, que vai investir pesado em animação nacional e brigar pelos grandes títulos do segmento.

A ideia é apostar em programação para a faixa que vai de 3 a 10 anos de idade. O Gloob --cujo nome foi escolhido para fazer alusão à marca Globo-- já está sendo negociado com Net e Sky.