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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em ato falho, locutor chama Pituaçu de Fonte Nova

Na vitória do Bahia por 2 a 0 diante do Botafogo, no Estádio Governador Roberto Santos, mais conhecido como Pituaçu, uma narração passou despercebida pela imprensa, principalmente a local. O experiente locutor da TV Globo, Luiz Roberto, ao narrar o gol de Helder, o segundo do triunfo tricolor, chamou o estádio de Pituaçu de Fonte Nova. A maioria dos cronistas esportivos sabe que esse é o maior desejo dos torcedores do Bahia, mas, pelo que todos sabem, o Octavio Mangabeira só deve ser reaberto mesmo em 2013.
Clique aqui e assista a narração.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ninguém joga só com o nome


As vezes me pergunto o que tem a ver comunicação com futebol e sempre me surpreendo com algumas semelhanças. Nos períodos a seguir, veremos como esses dois segmentos se afinam.

No início do ano de 2011, o ex-melhor do mundo pela Fifa e quase ex-jogador de futebol, Ronaldinho Gaúcho, foi anunciado com pompas, plumas e paetês por um Flamengo que estava atolado em dívidas e sem um grande patrocinador.

A passagem do antigo Camisa 10 rendeu um título do Campeonato Carioca e uma classificação para a Taça Libertadores da América, porém, a contribuição dada pelo ex-craque não foi relevante para as duas campanhas, digamos assim, exitosas.

Um ano depois, Ronaldinho Gaúcho saiu quase execrado pela torcida e diretoria do rubro-negro do Rio, pois não conseguiu sucesso ao jogar apenas amparado no nome. Segundo os especialistas e cronistas, o futebol de hoje exige preparo físico, dedicação e abstinência das noitadas, o que o jogador não parecia disposto a fazer.

Na TV, o que se vê é uma situação parecida e inversa ao mesmo tempo. Jornalista premiada e dona de um carisma e talento estratosféricos, Fátima Bernardes parece viver dias de grande tormento com a estreia do seu programa diário na manhã da Globo, que perde em audiência para uma dupla de palhaços (com todo o respeito a essa categoria artística). A ex-estrela do Jornal Nacional patina como comunicadora e parece não ter o domínio da atração que tem plateia em vez de teleprompter.

Engessada como na bancada de um telejornal conservador, ela parece não ter muita intimidade com o público e tampouco jogo de cintura para segurar a onda de um programa ao vivo que precisa de improvisos.

Assim, voltamos à velha questão. O que futebol e comunicação têm em comum? Para praticá-los é preciso ter talento, treinar muito e se dedicar. Ou seja: Jogar só com o nome não leva o time a ganhar títulos.

sábado, 15 de outubro de 2011

O Pan de Guadalajara e a invasão dos lares brasileiros

Texto: Gabriel Carvalho (Opinião)

Poucos sabem, mas os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011) estão a todo o vapor. Neste sábado (15), o Brasil conquistou o seu primeiro ouro com a natação, o que pode representar uma participação coroada com muitas medalhas.

Apesar disso, volto a repetir, poucos no país sabem que o palco do tricampeonato mundial brasileiro em 1970 é a sede do principal conjunto de competições esportivas das Américas. E por que será que poucos têm conhecimento? O Pan não está passando na TV? Sim, está na Rede Record, está nos jornais e nos principais veículos de comunicação, entretanto a grande massa desconhece isso.

Jornalistas, publicitários e outros formadores de opinião conhecem e aplaudem a qualidade e o talento dos profissionais da Record, emissora que mais cresce no Brasil. Apesar disso, não há como esconder que a sua grande rival, a Globo, é dona de uma fórmula que reúne boa comunicação e da penetração entre as massas.

Basta ver a exibição das dezenas de edições do dantesco Big Brother Brasil, onde pessoas como eu, que odeiam esse programa, ficam por dentro de todos os assuntos do Reality Show que representa um espetáculo de horrores diariamente durante o verão. Com a Seleção Brasileira de futebol é a mesma coisa. De quatro em quatro anos, somos contaminados com uma injeção de patriotismo exacerbado e nos vestimos com a camisa do time canarinho, esquecemos os problemas e presenciamos um Jornal Nacional com 70% das suas matérias só voltadas para o time do Brasil, 20% relacionadas às outras seleções e 10% voltadas para os temas jornalísticos factuais.

Claro que a conta citada acima é empírica, mas essa é a sensação que temos quando assistimos à programação da emissora carioca durante as copas.

Voltando ao Pan, lembramos que se a Globo estivesse transmitindo os jogos, fatalmente seriamos interrompidos na hora da novela para ver a conquista de mais uma medalha, o mesmo acontecendo durante a exibição de um filme ou de um programa qualquer. Ou seja, seriamos invadidos pelo sentimento de brasilidade e estaríamos acompanhando o quadro de medalhas com mais interesse nos grandes portais de internet, no jornal e na TV, tanto é que a diração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), faz seu mea culpa, mas pisa em ovos com relação a Record.

Apesar da pouca exposição do Pan entre as grandes massas, o que nos resta é torcer para que o Brasil tenha uma participação melhor que a de 2007 no Rio de Janeiro.